sábado, 12 de março de 2011

Na tentação reaja com a Palavra


O deserto é o lugar da tentação, mas também é o local onde Deus nos leva para falar ao nosso coração. Mesmo em meio a tentação, existe uma pedagogia de Deus por trás de todas as coisas.

A primeira tentação do demônio a nós é nos dizer que ele não existe, mas ele existe sim, e tem um nome, Satanás. E ele quer que nos afastemos da Palavra de Deus.

Você pode perceber que na hora da tentação, Jesus não criou nenhum versículo novo, Ele apenas disse: "está escrito". Jesus cita a Palavra para o demônio no momento da tentação. Jesus quis ser movido pela Palavra de Deus diante da tentação.

Na hora da tentação não queira agir com suas próprias forças, nem com seus próprio sentimentos, reaja também com a Palavra de Deus, a exemplo de Jesus.

O diabo conhece a Palavra de Deus porque ele foi derrotado por ela. O que o demônio quer que você não leia a Bíblia, que você não tenha contato com a Palavra de Deus.

Quando você peca, o demônio tira de você o gosto pela Santa Missa e o gosto pela Palavra de Deus, pois ele sabe o poder que tem a Eucaristia e a Palavra de Deus em nossa vida.

Nunca se afaste da Eucaristia, porque o seu pecado não é maior que Jesus Eucarístico, portanto, confesse e comungue, mas nunca se afaste da Eucaristia.

Você precisa enfrentar os seus momentos de fraqueza com a Palavra de Deus. Pois está escrito: "Se reconhecemos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar e nos purificar de toda iniquidade" (I Jo 1,9)

Deus não nos castiga, Deus tem saudades de nós, Deus sente a sua falta. Não se afaste dos sacramentos, pois é ali que Deus irá te alimentar.

Infelizmente, quando nos afastamos da Eucaristia, corremos um grave risco de cair no julgamento e por consequência na indiferença. Portanto, não se afaste da Palavra de Deus e da Santa Missa. Busque sempre na Eucaristia e na Palavra de Deus forças para superar toda tentação.

Um comentário:

  1. Não é fácil vencer nossas tentações diárias. E elas não são poucas, acontecem a todo momento em nossa vida. E assim como Deus conhece nossas fraquezas, o inimigo também a única diferença é que ele se aproveita delas para nos fragilizar, enquanto Deus as utiliza para nos fortalecer. Nós cristãos, ao apresentar-nos diante de Deus, seja na comunidade reunida em assembleia, seja no silêncio de nosso coração, recordamos uma outra libertação: a que libertou Jesus da morte e o fez passar para a glória, a “passagem” não do anjo exterminador, mas do Cristo, que significa também nossa passagem da morte para a vida. “Jesus é o Senhor… Deus o ressuscitou dos mortos” (Rm,8,10; segunda leitura). Para poder proclamar esta fé, na noite do “novo dia”, a Páscoa, o cristão passa um “tempo de quarentena”, para sair completamente renovado.
    Também Jesus passou por um “tempo de quarentena” (evangelho). Reviveu toda a história do povo. Conheceu toda a tentação da fome, mas recordou o ensinamento de Deus: “Não se vive só de pão”. Conheceu a tentação do bezerro de ouro, ou seja, de adorar um falso Deus, que fornecesse riqueza; mas respondeu com a palavra de Deus: “Só a Deus adorarás”. Conheceu a tentação mais refinada que se pode imaginar, a de manipular o poder de Deus para encurtar o caminho; mas a experiência de Israel, resumida em Deuteronômio, lhe oferece novamente a resposta: “Não tentarás o Senhor teu Deus. Jesus venceu o tentador no seu próprio terreno, o deserto, onde moram as serpentes e os escorpiões, onde Deus provou Israel, mas também Israel tinha colocado o próprio Deus à prova. Jesus não tentou Deus, mas venceu o tentador. Pelo menos por enquanto, pois a grande tentação ficou para a “hora determinada” – a hora da entrega de Cristo assumindo a cruz.
    Em Lucas, Jesus é o grande orante, o modelo do fiel. Jesus resistiu a tentação de tentar Deus: sinal de sua imensa confiança no Pai. Ele professa a fé no único Deus como regra de sua vida. Ele se alimenta com a palavra que sai da boca do Altíssimo. Nossa quaresma deve ser um estar com Jesus no deserto, para, como Ele, dar a Deus o lugar central de nossa vida. Como ele, com ele e por ele, pois é dando a Jesus o lugar central, que o damos a Deus também. Neste sentido, a quaresma é realmente “ser sepultado com Cristo”, para, na noite pascal, com ele ressuscitar.

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